Heróis de Havnar

Barões, Magos e Demônios

A cidade de Blèt, da província de Mèh já foi riquíssima. Há algumas décadas as lavouras eram sempre abundantes, e a pesca e a caça não exigiam grandes esforços, pois animais selvagens habitavam as florestas em grande número, assim como diversos tipos de peixes no mar. Também eram exagerados os eventos da natureza, como tempestades que duravam dias e destruíam quase completamente as vilas de pescadores instaladas fora dos muros da cidade, mas que eram prontamente reconstruídas com recursos enviados pelo barão local – Hammond, o Resoluto.

Por ser uma cidade tão rica, povos saqueadores sempre a tiveram como seu alvo, porém os recursos da região garantiam sólidas defesas. A cidade possuía seu próprio exército profissional, que chegava às centenas de pessoas, sólidas muralhas, postos avançados de observação, bem como o apoio do Rei, que sempre cuidou para que a geração de riquezas da região não fosse interrompida.

Porém, há aproximadamente 15 anos as coisas começaram a piorar. O cultivo de alimentos diminuiu gradualmente, os pescadores passaram a encontrar cada vez menos peixes, caçadores passaram a ter que se aventurar mais para dentro das matas para encontrarem as peles e carnes que garantiam seu sustendo, e o barão já não está nas graças do rei como quando sua província produzia enormes riquezas.

Por este motivo, com a época de saques se aproximando, o barão percorreu as cidades da província atrás de aventureiros que se dispusessem a investigar o porque do declínio daquelas terras, imaginando poder se tratar de sabotagem, ou que sua origem pudesse ser mágica, apesar de isso ser mais uma preocupação do que uma suspeita fundada.

No dia em que possuíam para se preparar o grupo ouviu um rumor de que um homem alto, pálido, com longos cabelos penteados para trás e vestes extremamente elegantes (até para os padrões da região) percorreu a cidade perguntando por uma misteriosa gruta.

Os aventureiros então se juntam à companhia expedicionária, tendo sido prometidos uma audiência com o rei em caso de sucesso. O jovem mago chama a atenção do capitão responsável, e em reunião nos seus aposentos, sugere que a companhia marche em direção à torre da Guilda dos Magos. Tal sugestão não conquista a maioria dos expedicionários, que acreditam em motivos naturais para o declínio da região, bem como não possuem qualquer esperança de adentrar à torre, já que rumores dizem que ninguém entra ou sai de lá há mais de 200 anos (apesar de outras fontes dizerem 30, 50 ou mesmo 500 anos).

Em direção à Torre o grupo passou pela cidade de Joli, também uma lembrança de sua antiga glória, compraram provisões e seguiram viagem em direção à Torre. Na estrada por dois elfos, que não passavam de bandidos inexperientes, e foram derrotados com pouco esforço.

Chegando à Torre os aventureiros se depararam com uma alta construção sem janelas ou portas, apenas o que pareciam ser duas sacadas, uma a 20 metros de altura e outra a 40. Tentativas de encontrar um meio de entrar falharam, pois quem quer habitasse tal construção não queria interferência do mundo exterior.

Após acampar por uma noite nos arredores da Torre e tentar chamar por quem quer que ali habitasse, foram surpreendidos por um humano velho, muito irritado, que só queria “que vocês nos deixassem em paz”. Depois de algum convencimento, porém, o poderoso mago deixou que o grupo entrasse em sua torre, pois sentiu que um de seus integrantes também tinha afinidade arcana, bem como o definhar da terra era assunto de sua preocupação.

Na biblioteca da torre, em uma breve reunião, o mago entregou-lhes uma carta e sugeriu que procurassem Caleb, o mago da corte real.

O grupo então partiu para a capital do reino, aonde foram recebidos pelo grão-mago, que revelou ser uma das poucas pessoas com quem os magos da Torre mantinham correspondência. Ao ler a carta o mago real se dispôs a ajudar os aventureiros da melhor maneira que pudesse, e assim entregou ao jovem mago um amuleto capaz de detectar magia, bem como lhes indicou a direção aproximada da misteriosa gruta.

O grupo então, guiado pelo amuleto, chegou a uma formação cavernosa, e foram prontamente atacados por demônios, que investiam incessantemente. Ao se afastarem poucos metros, porém, os ataques cessaram.

Os aventureiros então encontraram a entrada da gruta, e lá enfrentaram mais demônios menores, até chegarem a uma grande câmara com um lago no meio, e em seu centro um grande demônio.

Após a batalha o demônio foi derrotado, e o lago no centro da câmara secou, sobrando apenas uma pequena quantidade de água em seu centro. Os aventureiros que encostaram ou beberam de tal líquido receberam uma visão de um homem pálido de vestes suntuosas capturando a magia do lugar com um artefato parecido com uma pequena caixa de jóias.

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Traidor da Raça
Mogo narra sua história

O sexto dia no mar é o pior de todos. O enjôo e o desequilíbrio dos primeiros dias ainda não passou, e você ainda não está conformado com a hipótese de que qualquer chuvinha vai transformar você em ceia de Tritão. Confio tanto na engenharia naval dos Anões de Bronze quanto confio no Velho Malthus jogando gamão. Cuprum me ajude nessas horas…
Para minha sorte, meus captores conhecem as melhores correntes, e aquele suplício que chamam de travessia acabou em um ou dois dias. Sem uma gota de cerveja, sem um baralho e sem cerveja, privado de minha liberdade e da profissão de minhas crenças, eu já me preparava para encontrar o sorriso d’O Apostador. Estava amarrado, amordaçado e preso na casa de algum velho pescador humano que mal pudera se defender com uma faca enferrujada. Meu povo não presta. Quando ainda vivíamos sob os bons auspícios de Cuprum, cantávamos canções antigas, bebíamos até o chiar das cotovias e dançávamos ao som de acordeão anão. A vida era boa. Mas a fome, a seca, os ataques fazem de um povo uma carcaça. Quando não havia mais fruto ou flor nascendo de nossas terras, nos atiramos ao mar como contam as histórias dos “Dragões de Bronze”. Achamos outras terras: férteis, de grama esmeraldina e riachos sussurrantes. E tentamos tomá-las á força. Matamos velhos , crianças e mulheres. Dizimamos vilarejos com milícias armadas com gravetos com nossas melhores armas de cerco. E o sorriso perene do Apostador se fechou. Os que vieram antes de mim, tentaram argumentar, discursaram bravamente pelo nosso estilo de vida e pelas palavras de Cuprum. Mas havia outros, outros que falavam… o que o povo queria ouvir. Diziam que os dragões nos ensinavam pelo exemplo, que éramos como eles, saindo à caça de uma presa gorda e suculenta. E o povo aplaudiu. E o sangue jorrou. Desde miúdo sabia que aquele não seria eu, não levantaria arma contra fazendeiro ou mercador. Não iria ser a matéria dos pesadelos de algum orfão chorando no canto de um templo. Eu seria a palavra do Apostador, seria suas garras, seria seus gracejos e sua esperteza. Seria tudo isso, mas jamais um assassino. hehehehe, foram palavras como essa que me trouxeram àquele porão escuro, não podiam ignorar meu manejo do martelo, então me forçaram a vir. Eu esperava a morte, mas Cuprum também achou por bem me pregar uma peça. Da escuridão da choupana, ouvi gritos e palavrões de meus algozes, ouvi flechas e raios zumbindo, e ouvi o baque de corpos mortos no chão. Mereceram, assim como eu mereceria em breve, por não ter sido capaz de guiar a mão de meu povo rumo à paz. O que se seguiu… foi… foi incomum. Um grupo estranhamente díspar se amontou sobre mim e me inquiriu. Um elfo negro com olhos que luziam com ódio, um humano trajando duas espadas, e a figura cômica de um pequeno. Era como se o circo estivesse na cidade hehehehehe. Me dá mais cerveja… isso. Onde estava? Ah sim, na estranha trupe. Apesar do estranho conjunto, foram os seres mais corteses com um prisoneiro de greve que eu já vi.Me permitiram inclusive voltar ao barco para recuperar aquele precioso barril de cerveja que me fez tanta falta. O pequenino se animou, mas o chá que eles tomam não é nada perto da arte secular das cervejarias dos Montes de Cobre. Tivemos que voltar à vila humana, onde me enjaularam de novo. Não me fiz de rogado, e reclamei e cantei e conversei com os carcereiros sem parar. É uma questão de princípio. Se você quer irritar alguém que te jogou numa prisão, a única coisa que você precisa fazer e mostrar-se confortável com a situação. Bendita sabedoria do velho Malthus. Finalmente liberto, me foi permitida a liberdade com a condição que eu acompanhasse aquele estranho grupo. Não achei de todo mau: parecia ser o grupo mais interessante de pessoas com quem convivia pela primeira vez em muito tempo. Um rico fazendeiro nos encarregou de livrar a região de um grifo que estava comendo todo o gado. Para tal, o grupo achou de bom gosto que eu me fingisse de cadáver junto com os corpos de outros guerreiros de cobre . Eu era uma isca entre as carcaças de meu povo. Quando o bicho finalmente pousou, a bagunça estava armada. a criatura era forte o suficiente para encarar 3 guerreiros e um feiticeirinho halfling. O Elfo estava decidido a domar o bicho, e optamos por usar cordas e não por esmagar o crânio da fera penosa. Quando o bicho sossegou, estávamos todos exaustos. o Elfo ficou para trás pra tentar domar o bicho. Soube depois que ele escapou. Não quero imaginar a cara do fazendeiro. Nem do Drow – esse povo odeia tudo que se move sob o sol. Bem, Eu e Finn – a essa altura já havia decorado seu nome – voltamos ao povoado. Lá conhecemos outro colega do Drow e do guerreiro, um estranho mago com conhecimentos náuticos. Magos já são estranhos. Imagine um deles num barco. Pois bem, com este magrelo limpamos um farol de um ninho de harpias. Garanto que não foi bonito. Também batemos um agradável papo com um fantasma de uma donzela infeliz que quase me matou. Tudo isso enquanto esperávamos meus irmãos de sangue desembarcarem nas praias e tentar tomar essa terra como se fosse deles. Pois bem, estava eu pronto para impedir gente do meu próprio povo de fazer isso? Estava. Assumidamente, eu era um traidor da pior espécie. No dia da batalha, eu confesso que não pensei. Não lembrei dos folguedos de infância, das lições do velho Malthus, do pomar atrás da casa dos meus pais. Eu apenas lutei. Martelada após martelada, ferimento após ferimento. Até que – com a graça de Cuprum – eu desferi o golpe que derrubou o Líder da invasão. Eu sei que músicas contarão a seu respeito. Eu sei que meu nome será proscrito do Livro de Nok. Sei que minha nomeação será Tabu no templo onde me sagrei paladino. mas eu pude esconder os pensamentos e as lágrimas atrás do sangue e do suor. Eu quero que meu povo sorria, que o Apostador sorria, e que o Mundo sorria junto. Quero que voltemos a compreender nosso povo como fazíamos outrora. Quero que sigamos o Caminho dos Anciões.

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Lua cheia
Artimus Stormwind narra sua história

A batalha contra o saque de Blèt foi repleta de primeiras vezes para mim: Para começar, foi a minha primeira batalha de verdade, a primeira vez em que matei um humanoide; a primeira vez em que tecnicamente ajudei a matar um dos antigos clientes de meu pai, a primeira vez em que notei a velocidade com que minhas habilidades estão se desenvolvendo e a primeira vez em que temi o caminho pelo qual todo esse novo poder está me levando.

Além da poeira e dos corpos inertes dos saqueadores, olhei para os companheiros com quem estive viajando durante esse último par de anos e, pela primeira vez, percebi que eles são tão quebrados quanto eu. Talvez, tenhamos mais coisas em comum com os anões que acabávamos de matar do que gostaríamos de admitir. E, por isso, me sentirei culpado por um bom tempo.

Antes mesmo que pudéssemos descansar Hammond, o Resoluto, barão daquelas terras, aproximou-se de nós com o intuito de formalizar o convite para o grande banquete da vitória.

- Pretendo vê-los em meu castelo antes do fim deste mês. Por sinal, gostaria de apresentar-lhes um viajante que, como vocês, foi de grande valor para a vitória que obtivemos hoje contra aqueles bárbaros! Cavalheiros, este é… Mas que diabos? Onde está o Raven?
- Vossa Graça me procura? – respondeu uma voz bem atrás de mim.

Eu juro que quase mandei uma das minhas mãos esqueléticas pra cima do pescoço daquele pequeno ladino, tamanho foi o susto que eu levei. Oh, você acha que estou exagerando? Deixe-me contar uma história. Bem, eu não sou sozinho nesse mundo, sabe? Tenho uma irmã gêmea chamada Amira. Desde criança, aquela… Enfim, ela desenvolveu um prazer singular em me assustar aparecendo do nada como Raven acabara de fazer. E foi assim que aquela… Piranha maldita, pronto, falei… Perdoem meu linguajar, senhoritas, mas acontece que foi assim que ela e seus capangas imundos assassinaram meu pai e quase conseguiram me pegar também.

Assim, com as pernas um pouco bambas, confesso, partimos com a caravana rumo à refeição mais espetacular que eu já tive na vida. Era comida para todo lado… Eu mal posso esperar para o dia em que finalmente usemos o direito de audiência com o rei… Enfim, dias mais tarde, depois de muita comida e um merecido descanso, voltamos a Blèt, onde eu fiz algo que não fazia há muito tempo: navegar. As senhoritas gostam de navegar? Bem, não vou perturbar-lhes então com os detalhes magníficos da viagem, apesar de ter que admitir que, como eu nunca navegara um barco daqueles, passamos por maus bocados numa tempestade que nos atingiu em cheio.

Mesmo assim, com umas velas rasgadas e uns pedaços do barco quebrados, chegamos inteiros à costa de Vorun Forok para investigar a estranha atividade de um vulcão há muito adormecido. Raven foi o batedor do grupo, enquanto eu e os demais companheiros arrastávamos o barco para a floresta que se formava às margens da praia.

Acho que não fomos silenciosos o bastante, já que mal havíamos escondido o barco e um grupo de anões de bronze se aproximou de nós, estranhando a presença de forasteiros em suas terras e pedindo que nos identificássemos. Antes mesmo que uma resposta pudesse ser dada, nosso patrulheiro fez voar suas flechas envenenadas, pondo fim ao encontro. Os pobres anões não tiveram a menor chance. Se eu participei? Ah, não, minha querida. Ainda estava com peso na consciência, lembra? Eu tentei impedir que meu companheiro lançasse a flecha, mas não fui rápido o suficiente. Pensando agora, bem que eu poderia ter usado meus conhecimentos arcanos para influenciar sua vontade, mas eu ainda estou me acostumando com esses novos poderes e isso nem passou pela minha cabeça. Acabei usando esse encantamento depois no pequeno Raven, mas essa já é outra boa história.

Por falar nele, no breve período em que nos separamos, Raven encontrou os mesmos anões e com eles fez amizade. O líder deles, Dwari, era popular na vila e seu nome acabou nos sendo bem útil. Enfim, durante a noite, acampamos ali mesmo, na floresta, sem maiores incidentes. Bem… com exceção de um alto e assustador uivo que ouvimos perto do amanhecer, mas isso nos garantiu uma bela desculpa: os anões teriam sido comidos pela besta, seja lá o que aquilo fosse.

Com uma cara de pau impressionante, chegamos à vila dos anões e nos apresentamos diante de seu líder ancião, Khori. Dissemos que éramos amigos de Duari e apresentamos nossas intenções de investigarmos o vulcão. Nesse ponto, Kori nos interrompeu com uma proposta: Se o ajudássemos a resolver o caso de uma série de assassinatos cometidos por uma terrível besta, seríamos convidados especiais da vila para o encontro de uns tais de sacerdotes de Aes que certamente possuiriam conhecimentos de valor para nós. Quem é Aes? Ah, ele é um dragão de bronze venerado pelos anões como um Deus, mas depois eu falo mais sobre ele.

Tudo corria tão bem para nós que, nessa mesma tarde, meus companheiros ficaram ali mesmo bebendo a cerveja especial dos anões e, por óbvio, quando o sol se pôs sobre o mar, metade deles estava em condições lastimáveis. Nesse momento, eu dei o troco no pequenino que me assustara dias antes. Apontei para a anã mais feia que encontrei no bar e usei meus poderes para manipular sua vontade e fazê-lo cantar a moça. Bom, o resultado foi catastrófico. Perguntem a ele depois hahahahahaha. Ou não… ele ainda acha que foi culpa da cerveja…

Nessa noite, eu, o feiticeiro e o patrulheiro montamos guarda no Grande Salão, já esvaziado. Olhando para a fogueira, comecei a divagar. Pensei no medo da besta que marcava os olhos até do mais orgulhoso dos anões daquela vila e logo minha mente viajou até o dia de tempestade em que me lançaram ao mar, para o momento em que vi o dragão de pérola debatendo-se em desespero entre as garras daquele que me enganara, para a morte de meu pai e o medo que eu carrego desde esses dias voltou a apertar dentro de mim. Eu preciso achar aquela máscara logo… Extravasar o medo dentro de mim e passá-lo para os olhos dos meus inimigos. Perdoem-me, senhoritas… Eu costumo me perder um pouco quando falo sobre essas coisas. Ah, sim… Eu sei que nada disso faz sentido para vocês, mas esses fatos são tristes demais para serem contados numa bela noite de lua cheia como essa. Onde é que eu estava mesmo? Ah, sim, no medo. Na verdade, depois de uns segundos, eu percebi que o medo que estava sentindo era o medo que essa linda coruja aqui estava sentindo. Pois é, a gente tem uma comunicação meio especial e eu sempre sei o que ela sente. Ela estava sobrevoando a vila, quando avistou a tal besta, mas eu estava tão perdido em meus próprios pensamentos que, quando percebi o que estava acontecendo e corri à janela, era tarde demais: Aquela figura gigantesca de um lobo fizera outra vítima e já fugia, esgueirando-se pela floresta. Até tentamos perseguir os rastros do lobo, mas o perdemos numa clareira. O que salvou a noite de um total fracasso, porém, foi a repentina transformação das grandes pegadas de lobo em uma trilha de pequeninos passos de anão que retornavam à vila. Por Lux! Esse chocolate quente é maravilhoso! Obrigado!

No dia seguinte, usando uma péssima desculpa da qual eu não me orgulho nem um pouco, passamos o dia testando a reação dos habitantes da vila a um dado que supostamente identificaria quem era a besta. Fracassamos lamentavelmente. Ninguém denunciava qualquer sentimento além do medo de ser a próxima vítima. Nessa noite, porém, com o time completo e livre da ressaca, usamos o pequeno Raven de isca e emboscamos o que descobrimos ser um lobisomem. Sim, minhas queridas: Lobisomens não são apenas histórias para crianças não se afastarem de casa durante a noite. Eles são reais. Claro, eu as acompanharei durante todo o caminho de volta para casa, não se preocupem.

Cortando um pouco a parte da violência, a maior surpresa da noite, no entanto, veio quando descobrimos que o líder Khori era o lobisomem. Sim, eu devo ter feito essa mesma cara quando olhei para aquele rosto envelhecido hahahahaha. Enfim, na manhã seguinte, comunicamos o que acontecera e, depois de um breve momento de tensão, aqueles anões nos tomaram como os novos heróis da vila. E foi assim que nós tornamos convidados de honra para a tal reunião de sacerdotes de Aes. Agora, se as senhoritas permitirem, gostaria de pegar mais um achocolatado…

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