O Nascimento dos Elfos

Entre os filhos mais velhos de Pamant conta-se que na noite em que Elvyn, – a primeira elfa – abriu seus olhos às margens do Lago Sursa, seu primeiro olhar foi para cima e ela se apaixonou pelo esplendor de Luna e Aura em pleno brilho, ornadas por incontáveis estrelas. Ela acordou seus irmãos adormecidos para que eles também se maravilhassem, e ali dançaram e cantaram seu amor às misteriosas luzes celestes.

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Ao raiar do dia, os elfos lamentaram a perda de suas amantes. Mas no lamento pouco puderam se demorar, pois seu lugar foi tomado pelo assombro diante da aparição do Sol.
Alguns dos elfos amaram sua luz e seu calor e proferiram belas poesias em sua honra, mas outros o odiaram e fugiram de seu brilho ofuscante. Esses são conhecidos como Elfos das Sombras e deles não mais se teve notícia por muito tempo.

Os elfos sentiram fome, e então comeram dos muitos frutos que ali haviam, pois a terra às margens do lago Sursa era fértil e nela cresciam árvores frondosas. Foram para sempre gratos pelo sustento que lhes era dado e ali decidiram permanecer.

O sol se pôs, e os elfos – excitados com a volta das luas – então descobriram a natureza inconstante de Aura, que muda a cada noite mantendo sua beleza. E quando, na quinta noite ela se foi, os céus de Pamant pareceram incompletos sem seu brilho dourado.

Certos do retorno de Aura, permaneceram ali. E sua espera foi recompensada. No entanto, quando na décima segunda noite Luna deixou o firmamento junto com sua companheira. Elvyn, resolveu procurá-las na direção do nascente, e com ela muitos se embrenharam na Floresta de Nastere. Outros, porém, optaram por esperar ali, à luz das estrelas, acreditando que mais uma vez elas haveriam de voltar. A eles chamaram, os Elfos da Floresta, pois seu povo nela permaneceu desde então.

Após um dia e uma noite de viagem, o grupo de Elvyn voltou a ver Aura nos céus: se encheram de alegria. Mas a vontade de saber de onde vinham os astros havia tomado seus corações. Muito ainda viajaram, até que um dia, ao cair da noite, encontraram-se à beira de altos penhascos, abaixo dos quais se estendia o Oceano Imens. Ali ao som do mar e abraçados pela brisa viram surgir em pleno brilho Aura e Luna e construíram Argint’aur em sua homenagem. Mas o sonho de alcançar o nascente nunca os deixou desde então.

O Nascimento dos Elfos

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